"Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
--Não quero mais saber do lirismo que não é libertação"
Poética, Manuel Bandeira
Escrevi um soneto esta semana. Eu gosto de soneto, eu gosto de shakespeare, gosto da forma e estrutura e a maneira que organiza e aumenta o significado. Mas ao escrever o soneto, fiquei chateado que tive de mudar o sentimento das palavras para caber num formato tão rigido. Em verdade eu simplesmente não tinha tempo para achar as palavras perfeitas, mas entendo esta reclamação. Também esta semana estou a ler muitos trabalhos acadêmicos, que podem encher com pretenso.
Por fim, por que ainda tenho muito escrever além dos blogs divertidos, Manuel Bandeira usa a ausência da forma para enfatizar o seu ponto, que o significado não deve ser subserviente ao forma e estilo prescritos.
