"Zé - Santa Bárbara me abandonou, Rosa!
Rosa - Se ela abandonou você, abandone também a promessa. Quem sabe se não é ela mesma que não quer que você cumpra o prometido?
Zé - Não... mesmo que ela me abandone, eu preciso ir até o fim. Ainda que já não seja por ela... que seja só pra ficar em paz comigo mesmo."
Terceiro Ato, O Pagador de Promessas por Dias Gomes
Eu não sei como me sinto em relação a esta peça e ao Zé. Como podemos sentir? Toda a sua dedicação, toda a sua crença e determinação, será que não seja mais do que teimosia? Será que ele não seja mais de burro, teimosamente se mantendo no seu rabo enquanto todas as pessoas e toda razão o empurram para mudar?
Precisa de ser mais do que isso. O problema é que para mim, nas minhas promessas, eu vejo que sou abençoado quando as cumpro. Isso é a"lei, irrevogavelmente decretada nos céu". E isso não é unico para a nossa igreja, nós, como seres humanos, sentimo-nos que a vida deve ser justa, e que se fizermos tudo certinho então tudo vai correr bem. Portanto no início, não nos sentimos que seja tolice ou teimosia que Zé fica. Rosa parece queixosa e fraca, mas pelo fim, muda-se: Rosa torna-se a única pessoa que vê razão e que está com Zé.
Em fim, este é um tragédia, sabia que Zé ia morrer, pois diz logo na introdução, mas como disse a semana passada, não me sinto catarse na tragédia, vejo tudo que é injusto no mundo. Mas talvez estou a perder o significado maior, pois em verdade estou meio doente. A vida é assim.

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